Londrina - O conceito de comer bem varia de acordo com a região do mundo e o que se gasta nesta tarefa está intimamente ligado ao acesso que se tem aos alimentos industrializados. É o que ficou comprovado em projeto desenvolvido pelos fotógrafos Peter Menzel & Faith D'Aluisio, que deu origem ao livro "Hungry planet: what the world eats" ("Planeta faminto: o que o mundo come", em tradução livre). Eles fotografaram, em várias partes do mundo, toda a comida que uma família consome no período de uma semana. Junto com a imagem, há informações sobre o valor dos produtos.
Por meio do trabalho é possível perceber as diferenças na forma como cada sociedade se relaciona com a comida. Quanto mais recursos as famílias têm, mais elas gastam em dietas industrializadas. Exemplos são uma família alemã de quatro pessoas que, à época do registro, gastava semanalmente US$ 500 com grande quantidade de embutidos, bebidas industrializadas, pães, verduras e comidas congeladas. Enquanto isso, no Butão (Ásia), 13 pessoas (sendo um bebê) conseguiam sobreviver com US$ 5 por semana, comendo basicamente vegetais e alguns cereais. Além destes extremos, outras famílias estimaram valores intermediários para seus gastos com comida, mas em todos os casos ficou claro que aquelas que menos gastam são as que comem de forma mais saudável.(S.L.)

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