Curitiba- O Paraná é um dos oito estados brasileiros que está sobre uma das maiores reservas de água potável e hidrotermal do mundo, considerada verdadeiro ''ouro em forma de líquido'', o Aquífero Guarani. A reserva se estende ainda para os países do Mercosul Uruguai, Argentina e Paraguai, cobrindo uma superfície de 1,2 milhões de quilômetros quadrados.
O aquífero, pouco conhecido no Brasil, já chamou a atenção da Organização das Nações Unidas (ONU) que se mobilizou para transformar esse recurso natural em patrimônio da humanidade.
Foi pensando na escassez de informação sobre a existência dessa reserva de água subterrânea que o casal de biólogos Nadia Rita Boscardin Borghetti e José Roberto Borghetti e o geólogo Ernani Francisco da Rosa Filho escreveram o livro ''Aquífero Guarani, A verdadeira integração dos Países do Mercosul''. O livro foi lançado ontem em Foz do Iguaçu, no Ecomuseu da Itaipu Binacional.
Os três pesquisadores preocupados com uma crise de abastecimento de água em todo o mundo, concluíram que somente a disseminação da informação sobre a existência desse imenso reservatório pode garantir sua preservação. A bióloga Nádia salientou que a utilização desse recurso natural deve ser revertida em benefício da população dos quatro países.
O conteúdo do livro alerta sobre a importância de toda a sociedade se engajar na defesa e uso racional dos mananciais de água subterrâneos e da superfície. ''Apesar da reserva ser uma das maiores do mundo, o uso irracional pode provocar sua extinção'', alerta.
O livro, escrito em linguagem acessível, também traz informações sobre o potencial de exploração racional da água hidrotermal para empreendimentos turísticos. Nádia salientou que o Uruguai consegue uma renda anual de US$ 120 milhões só com a exploração das águas quentes do Aquifero Guarani.

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