Livro cobra ação eficaz da Igreja
Marta Medeiros
de Maringá
Especial para a Folha
O professor de filosofia Rubem Almeida Mariano, do Centro de Ensino Superior de Maringá (Cesumar), procurou em estudos científicos bases para ajudar a Igreja Católica a entender melhor o problema do alcoolismo. Com formação teológica, Mariano percebeu que a Pastoral Solidária, grupo de auto-ajuda da igreja para o alcoolista, estava carente de informações no campo de pesquisa, da ação e da compreensão do alcoolismo como um problema de saúde pública.
Mariano lançou esta semana em Maringá o livro Alcoolismo e Pastoral uma análise das principais teorias sobre o alcoolismo Implicações para a Pastoral pela Editora Vozes. Ele trata a questão através de três teorias psiquiátricas consideradas como fatores que levam uma pessoa a consumir bebida alcoólica em excesso e se transformar em um doente.
O professor cita a organicista, que trata a causa como sendo um fator hereditário; a psicodinâmica, que fala da personalidade deficiente que leva a pessoa a beber, e da psicologia sócio-cultural em que o ambiente seria favorável à doença.
Segundo o professor, o livro tem cunho didático e foi inspirado na experiência de um alcoolista recuperado pelos Alcoólicos Anônimos (AA). Mariano conta que apesar da igreja ter muito contato com o problema, não é nela, nem através dela que existem resultados significativos na orientação do alcoolista e seus familiares.
No livro, o professor afirma que a ação pastoral da igreja também deve ser de observadora das novas ações terapêuticas, com o objetivo de ajudar o alcoolista de modo mais eficaz e sem moralismo.





