Já em 1980, antropólogos e advogados perceberam a carência de estudos para se chegar a uma compreensão da relação dos índios com o Direito. Pois agora, depois de muito estudo e pesquisa, o procurador do Estado do Paraná, Carlos Frederico Marés de Souza Filho, lança o livro O Renascer dos Povos Indígenas para o Direito.
O autor analisa 500 anos de relacionamento entre os povos indígenas e o mundo chamado civilizado. E estuda a divergência entre os conquistadores que queriam mudar a vida dos conquistados, e a vida dos índios que queriam, apenas, continuar vivendo em paz.
O procurador mostra como é contraditório o discurso de proteção com a prática da integração. Marés diz acreditar que a recente introdução dos direitos coletivos, como meio ambiente e patrimônio cultural, deu aos povos indígenas a possibilidade de ver reconhecidos os seus direitos.
‘‘Por isso, quase todas as constituições da América Latina reconheceram o caráter plurinacional e multiétnico de suas formações sociais, abrindo as portas para que os povos indígenas enunciem seus sonhos em conceitos jurídicos e ensinem no futuro formas desaprendidas de convivência coletiva.

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