Curitiba - Depois de quase uma semana sem água, a situação dos municípios de Antonina, Morretes e Paranaguá começa a se regularizar. Em média, 25% das três cidades do Litoral estão sendo reabastecidas. Ontem, um helicóptero da Marinha transportou uma balsa draga para recuperar a distribuição de água feita pelo Rio Miranda, em Paranaguá. Com isso, a população local poderá contar em breve com 50% da normalização. A Sanepar também enviou componentes de tubulação de água para ajudar Antonina.
Nas rodovias a situação também começa a se normalizar, embora de maneira bem tímida. A BR-277 teve a ponte do km 26 liberada às 14 horas de ontem e, por isso, o trânsito passou a fluir melhor. Os caminhoneiros, ao saber da notícia, tornaram-se maioria no trecho até Paranaguá. Na BR-376 continua o sistema de revezamento de pistas de duas em duas horas.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, se o clima continuar como está, a previsão é de que haja liberação das pistas sentido norte e sul até amanhã. A PRF mantém o pedido à população para utilizar essas duas estradas apenas em situação de emergência, porque o tráfego permanece lento e ainda há vários pontos de risco de deslizamento.
Avaliação dos danos provocados pela chuva no Litoral, entregue ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, na quarta-feira, em Curitiba, somou mais de R$ 87,9 milhões. Segundo o capitão da Defesa Civil, Eduardo Gomes Pinheiro, esse levantamento foi feito desde sexta-feira passada, quando começou a chover forte e a destruir casas e alagar cidades. Foram levados em conta os danos humanos, materiais, ambientais, prejuízos econômicos e sociais. Assim que o governo definir quanto vai liberar para o Paraná e depositar a verba, engenheiros, assistentes sociais, técnicos ambientais entrarão em ação para recuperar a região.
''Esse valor é apenas uma parte do que as comunidades precisam para recomeçar suas vidas, mas tem muito do que foi perdido que não há como pagar'', ressalta. O capitão disse que há falta de produtos de higiene pessoal, roupas íntimas e fraldas geriátricas. As Defesas Civis Municipais também incluíram o pedido de 4,3 mil colchões.
De acordo com o presidente da Cohapar, Mounir Chaowiche, estão sendo feitos estudos para encontrar terrenos que deverão ser adquiridos para construir abrigos provisórios para as famílias que estão alojadas em escolas e cheches. Está sendo estudada pelo ministro a possibilidade de liberar FGTS para as pessoas atingidas.

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