Litoral tem 65 mil pessoas em áreas de risco
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Rubens Chueire Jr. Equipe da Folha <br> <br> 
Curitiba - Um relatório da Defesa Civil e da Minerais do Paraná (Mineropar), apresentado ontem, concluiu que 65,5 mil moradores do Litoral paranaense vivem em 84 áreas de risco de deslizamentos e enchentes em sete municípios da região. A cidade com mais pontos vulneráveis é Guaratuba (23). O mapeamento foi elaborado analisando a possibilidade de deslizamentos de encostas, alagamentos provocados pela dificuldade de escoar a água e as inundações causadas pela elevação do nível de rios.
De acordo com o chefe da Coordenação da Defesa Civil, major Antonio Hiller, este levantamento foi feito inicialmente no Litoral por causa dos estragos registrados em março de 2011. Entretanto, destaca ele, ''o objetivo é estender este trabalho durante o ano para todo o Estado, para termos dados que nos auxiliem em todas as ações. É um processo trabalhoso porque cada região tem o seu relevo e a incidência de chuvas é variada''.
O major também destaca que o estudo sempre será atualizado. ''Este documento vai nos ajudar nas medidas de prevenção e melhorar a relação entre todas as entidades governamentais. Por exemplo, o Simepar nos alerta sobre a possibilidade de chuva forte em determinada cidade. Como sabemos onde ficam as áreas de maior risco, podemos nos antecipar para evitar maiores problemas'', completou. Hiller ainda lembrou que a falta de mapeamento no ano passado impediu que ajuda aos moradores atingidos fosse enviadas com mais agilidade.
O levantamento também mostrou os tipos de desastres que são mais comuns por área. Os alagamentos representam o risco em 64 áreas, as enxurradas em três e os deslizamentos em 15 localidades. O documento informa ainda o tipo de ocupação em cada uma das áreas, são 12 em habitação precária, 55 locais com infraestrutura, oito sem ocupação e 22 são localidades sem infraestrutura em todo o Litoral do Estado.
A inspeção dos pontos vulneráveis foi realizada para completar o Plano Preventivo para Controle de Desastres, que foi elaborado pelo Estado para preparar os organismos estaduais num eventual desastre ambiental. A pesquisa desse plano foi iniciada em junho e terminou na terça-feira.
A Defesa Civil informou que cinco famílias moradoras de duas áreas de risco de Antonina, foram removidas de suas casas na noite de terça-feira, depois que o Simepar alertou para a grande quantidade de chuva prevista para a região. As 16 pessoas foram encaminhadas para um abrigo na Escola Municipal Gil Feres e residências de familiares.


