Lista inclui material de construção
Giovani Ferreira
Em pedido encaminhado à coordenação estadual da Defesa Civil, os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) acampados em frente ao Palácio Iguaçu estão pedindo mais de uma tonelada de alimentos por dia. Além dos produtos alimentícios, eles solicitam o repasse de remédios e até de materiais de construção, como areia, cimento, cal e pedra brita.
Somente com os pedidos de produtos da cesta básica, como arroz, feijão, sal, açúcar, farinha e óleo de soja, que somam mais de 900 quilos, o governo teria que entregar, diariamente, um caminhão de mercadorias no acampamento do MST. A lista de solicitações é liderada pelo feijão e arroz. Na avaliação dos sem-terra, são necessários 300 quilos de cada produto por dia.
Na sequência aparecem mil metros de arame, 200 metros de fio elétrico, 100 quilos de prego e um caminhão de pedra brita. Deduz-se que para os sem-terra erguerem uma construção em frente ao Palácio só faltam os tijolos, uma vez que a lista ainda inclui caixa dágua, tinta e chuveiros elétricos.
Apesar de parecer um volume exagerado de pedidos, Dirceu Baufler, um dos líderes do MST, afirmou que todas as reivindicações representam as necessidades mínimas dos mais de mil sem-terra que estão no acampamento. Com relação aos materiais de construção, Darci explicou que serão utilizados em alguns reparos que precisam ser feitos no prédio onde está sendo construído o Fórum, que serve hoje de sala de aula para as crianças do acampamento. Segundo Darci, a lista de pedidos não significa que os sem-terra vão ficar muito tempo em Curitiba: O tempo de duração do protesto é indeterminado.
A assessoria do governo informou ontem que os pedidos estão sendo analisados e serão atendidos na medida do possível. As necessidades mais urgentes, como roupas, cobertores e lonas plásticas já foram providenciadas pela Defesa Civil.





