São Paulo, 27 (AE) - As primeiras liquidações após o Natal, anunciadas no fim de semana pelas grandes lojas, atraíram hoje um público pequeno, mas que, na expectativa dos lojistas, deve aumentar nos próximos dias. Quem procurava as liquidações já havia visto algum anúncio ou entrava nas lojas porque passava pelo local e queria conferir preços.
A vendedora Edilaine Lima de Oliveira, por exemplo, havia visto no fim de semana na tevê o anúncio de liquidação do Extra Mappin, oferecendo descontos de até 60%, e hoje já estava comprando jogos de cama, pratos e utilidades domésticas, na loja da Praça Ramos de Azevedo, no centro de São Paulo. "Achei os preços bons e antes do Natal não pude fazer compras porque fiquei doente", dizia.
A liquidação do Extra Mappin também incentivou as irmãs Marcia, Rosemeire e Luciene Cassorielo a comprar geladeira, fogão e secadora de roupa. "Estamos precisando e promoções não devem ser desperdiçadas", justificava Luciane.
A vitrine da Vila Romana, do Shopping Light, no centro, oferecendo descontos de 30% em todos seus produtos, chamou a atenção do técnico Antonio Carlos Gallo. "Entrei para dar uma olhada", dizia. "Quando tenho tempo, pesquiso liquidações e acho que o brasileiro ficou mais atento aos preços depois do Real." Nas lojas que não estavam em liquidação, a expectativa dos gerentes era obter um resultado melhor com o movimento de troca de presentes. A maioria dizia que as vendas do Natal haviam sido boas, mas abaixo da expectativa. "Poderia ter sido melhor", dizia a gerente Tereza Assunção, da Interferência, loja de moda jovem feminina. "Ainda não estamos em liquidação, mas estamos vendendo bem para o pessoal que vem fazer trocas e comprar roupa para o réveillon." Já na Dandy, loja de artigos infantis, a gerente Cristina Borzaga não havia começado a fazer trocas. Segundo ela, o Natal teve um bom movimento, mas nada excepcional. "Não tivemos nem a correria das vendas de última hora."

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