Bauru, 02 (AE) - Com 136 casos de leishmaniose em cães já confirmados - em um universo de 600 animais examinados - o município de Lins, no interior de São Paulo, convive com uma epidemia da doença. Desde o surgimento dos primeiros casos, em junho, a Secretaria Municipal da Saúde colheu material de cerca de 1,6 mil animais suspeitos. Aproximadamente 10% dos funcionários da secretaria trabalham na localização de novos casos e prevenção para evitar a contaminação de humanos.
De acordo com o secretário Edivaldo Alves Trindade, além da vigilância e acompanhamento dos cães suspeitos, as pessoas que com eles convivem estão passando por exames médicos. "Queremos ter a segurança de que a doença não passou para os humanos, mas se isto aconteceu, precisamos tratar de imediato", afirmou. Nas duas últimas semanas, 11 cães portadores da doença foram sacrificados pela equipe de saúde pública. Outros, foram mortos em clínicas veterinárias que agora deverão notificar a ocorrência.
Como o primeiro exame não determina se a doença é da forma visceral, as autoridades não têm como exigir o sacrifício do animal, mas têm aconselhado os donos a fazê-lo assinalando que os cães permanecerão para sempre como hospedeiros da doença, mesmo sem sintomas. "Nós estamos fazendo tudo com muito cuidado e dando todas as informações aos proprietários de cães doentes para evitar que se contaminem ou que escondam o animal e, com isso, favoreçam a propagação da doença". Orientação - Em Bauru, distante cem quilômetros de Lins, foi confirmada a doença em quatro cães. As autoridades sanitárias já começaram a adotar providências para evitar sua propagação. Hoje à tarde foi realizada uma palestra, promovida pela União Internacional Protetora dos Animais, com especialistas, para orientação sobre o mal e os cuidados que se deve ter com os animais e as pessoas envolvidas.

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