Londrina – O projeto da Copel de construir uma nova linha de transmissão e uma subestação de energia elétrica em Londrina não traz prejuízos à saúde de quem mora nas proximidades em virtude do campo eletromagnético produzido. A afirmação é do professor do departamento de Energia Elétrica da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Osni Vicente. Segundo ele, não existem comprovações científicas que apontem para doenças ou distúrbios nas pessoas. "Comprovadamente não se tem correlação de quem mora perto das linhas ou subestações com problemas de saúde. Até mesmo de quem trabalha diretamente nesses locais", relatou.
Para o professor, é necessário construir novas subestações para "proporcionar mais confiabilidade à rede de distribuição, sobretudo em uma cidade como Londrina que tem uma demanda crescente por energia". Segundo a Copel, Londrina necessita de uma nova subestação a cada três anos.
"A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tem cobrado muito das concessionárias o fornecimento de energia com mais qualidade, mais confiabilidade, menos quedas, diminuição das áreas afetadas e uma manutenção mais rápida dos problemas", frisou.
Vicente reforça o discurso da Copel sobre a segurança para a população das subestações. De acordo com a companhia, as unidades não trazem transtornos como ruídos e estão equipados para evitar curtos-circuitos e incêndios. "O risco de um acidente é muito remoto", afirmou.
Segundo Osni Vicente, construir linhas de transmissão subterrâneas é realmente muito caro em virtude da necessidade de cabos especiais, que precisam estar totalmente isolados da terra e da água. "A forma anunciada pela Copel me parece mesmo a mais razoável. Instalações subterrâneas estão muito longe da nossa realidade. O País tem muitas outras prioridades mais urgentes do que esconder cabos", apontou.
Apesar disso, Vicente ressaltou que existem algumas cidades brasileiras que possuem instalações subterrâneas em regiões específicas, como nas áreas centrais e onde há muita concentração de prédios. "Em Brasília você não vê fiação elétrica aérea. Mas é uma exceção. A cidade foi planejada e construída com muito dinheiro à disposição", lembrou.
A Copel pretende instalar uma subestação no Jardim Maringá para atender 36 mil domicílios em um investimento de R$ 25 milhões. A subestação vai operar na tensão de 138 mil volts e será interligada por 10,8 quilômetros de linhas de transmissão com às unidades Igapó e Bandeirantes 2. A medida é criticada por moradores da região, que temem riscos à saúde por exposição a campo eletromagnético. A Copel pretende retomar os trabalhos de instalação dos superpostes na próxima semana.

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