Rio, 16 (AE) - A principal via de acesso do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão-Tom Jobim ao centro e zona sul da cidade não será utilizada pelas delegações que vão participar da Cimeira, a reunião de cúpula da América Latina, Caribe e União Européia, nos próximos dias 28 e 29. A Linha Vermelha, a via expressa inaugurada em 1992 justamente para ser utilizada pelos chefes de Estado que participaram da Rio-92, foi considerada inadequada pelo Comando Militar do Leste (CML), responsável pela segurança do evento. "A Linha Vermelha não oferece opções de saída, caso o tráfego seja interrompido", explicou o coordenador de comunicação social do Exército para a Cimeira, coronel Antonio Carlos de Almeida.
O CML optou pelo trajeto pela Avenida Brasil, mais longo. O problema não está apenas no fato de a via expressa ser cercada de favelas, nem nos tiroteios frequentes ao longo de seu percurso. Almeida lembrou que há várias favelas cercando a Avenida Brasil - que também contabiliza tiroteios e saques em seu histórico. "O que pesou na nossa decisão foi a constatação de que, na Linha Vermelha, se houver interrupção do trânsito por qualquer motivo, as comitivas ficarão encaixotadas, sem ter para onde ir", disse ele. Na Avenida Brasil, soldados do Exército vão policiar as passarelas durante a passagem das delegações, com o apoio de helicópteros do Exército e Aeronáutica. Hotéis - Os túneis também não serão usados, por falta de segurança. A locomoção das comitivas dos hotéis, na zona sul, até o Museu de Arte Moderna (MAM), no centro, onde acontecerá a Cimeira, será acompanhada por batedores. O Exército policiará as ruas mais próximas e a Polícia Militar ficará encarregada dos locais mais distantes. A segurança da Cimeira envolve todas as polícias e as Forças Armadas, num total, segundo Almeida, de oito mil homens - só do Exército, serão 3.200. O Parque do Flamengo, onde fica o MAM, será policiado por 1.500 homens, 24 horas por dia, durante toda a conferência e o Aterro do Flamengo contará com 26 câmeras de vídeo para o monitoramento do local.
As obras de recuperação do Aterro do Flamengo, garantiu o prefeito Luís Paulo Conde (PFL), ficarão prontas em dez dias. A prefeitura gastou R$ 9 milhões no projeto e a Petrobrás entrou com mais R$ 7,5 milhões. A reforma do MAM custou R$ 4,2 milhões e foi bancada pela prefeitura.

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