Linha Speedy, novo serviço da Telefônica, só atendeu a 3.500 pedidos
Linha Speedy, novo serviço da Telefônica, só atendeu a 3.500 pedidos19/Mar, 19:13 Por Denize Bacoccina São Paulo, 19 (AE) - Os usuários da Internet que se animaram com o serviço de banda larga anunciado pela Telefônica e operadoras de TV a cabo agora estão frustrados com a dificuldade de acesso ao serviço. A banda larga permite velocidade até 90 vezes maior que o acesso tradicional,por linha telefônica discada. O problema é que, embora o serviço tenha sido anunciado numa página da Internet, os usuários não estão sendo atendidos. O estudante Matheus Romariz tenta obter a instalação de uma linha Speedy, da Telefônica, desde outubro. O primeiro pedido foi pela Internet. Quando foi confirmar, soube que a solicitação se havia perdido. Desde então, já pediu mais três vezes. "Me disseram que, quando estiver disponível, eles ligam, mas não têm previsão". Matheus mora na rua Bela Cintra, a um quarteirão da Avenida Paulista. A Telefônica informa que o serviço está disponível em apenas 19 bairros da capital, ainda assim, em residências num raio de 2,5 quilômetros ao redor da central telefônica. "Mais distante do que isso perde-se qualidade", diz o gerente de Marketing, César Jens. Matheus fica ainda mais irritado quando lembra que um amigo que mora a dois quarteirões de sua casa fez o pedido depois dele e já está com a linha instalada. Gastos - Outro amigo vive, porém, a mesma experiência dele. "Ele pediu no primeiro dia e até agora não teve resposta", conta. Além de reduzir os gastos com os pulsos que usa navegando pela rede, Matheus precisa da linha exclusiva para liberar o telefone da casa para outros membros da família. O estudante Eduardo Shitara também usa mais de 60 horas de Internet por mês e até agora só conseguiu da Telefônica a previsão de que a linha será testada em maio ou junho, para ver se é possível instalar a linha rápida. Além da conta menor, ele quer mais rapidez para baixar os arquivos MP3, de músicas, que costuma pedir. A demora atual, de meia hora, seria abreviada para menos de dois minutos, estima. Eduardo conta que, enquanto não conseguiu uma resposta sobre a viabilidade técnica da instalação, um primo que mora no mesmo bairro teve a linha instalada no dia seguinte. Desde novembro de 99, quando começou a oferecer o serviço, a Telefônica investiu R$ 60 milhões no projeto e instalou 3.800 linhas nos 19 bairros em que o serviço está disponível. Nos próximos dois anos, a expectativa é aumentar o número de assinantes para 20 mil, eliminando a fila. O serviço ainda continuará, entretanto, restrito a alguns bairros e a uma distância máxima da central. Embora o serviço não esteja disponível em toda a cidade, a empresa estimula a inscrição na página dedicada ao serviço na Internet (www.speedy.com.br) "Sabendo onde está a demanda, podemos acelerar a instalação em determinada região", diz o gerente de Marketing. Atualmente, dentro da área habilitada, a instalação demora cerca de duas semanas, de acordo com a Telefônica, incluindo tempo de teste da linha e de programação do modem. A superioridade técnica da banda larga é inegável. Enquanto na linha normal as informações viajam numa velocidade de 30 quilobites por segundo, na banda larga de 256 quilobites a 2 megabites. Além do acesso praticamente imediato ao conteúdo normal dos sites, essa velocidade permite a transmissão de conteúdos muito mais sofisticados, cujo acesso seria impraticável na velocidade normal. Na prática, isso significa que um arquivo de 6,9 megabites, que demoraria até uma hora para chegar, na banda larga chega em apenas 29 segundos. Alem disso, o computador fica conectado à Internet em tempo integral. Não há tampouco cobrança dos pulsos telefônicos.





