Belo Horizonte, 13 (AE) - O diretor-presidente da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), José Armando de Figueiredo Campos, anunciiu hoje, em Belo Horizonte, que a nova linha de laminação a quente da companhia deverá entrar em operação em janeiro de 2002. A empresa classificou o consórcio SMS Demag e Kvaerner Metals para o fornecimento de equipamentos. A nova linha terá capacidade instalada de 2 milhões de toneladas/ano de bobinas a quente. O investimento total no projeto é de US$ 430 milhões.
Segundo Campos, o novo produto terá como características peso de 40 toneladas e largura de 1.880 milímetros, diferente do produto atual, que tem apenas 1.560 milímetros. O produto, que se constitui em matéria-prima para os laminadores a frio, será voltado para o mercado doméstico, principalmente para os setores mais beneficiados como a indústria automobilística, estruturas, tubulações e máquinas agrícolas.
A empresa, de acordo com Campos, tende a fornecer maior quantidade de matéria-prima para a indústria automobilística, principalmente depois que a Usinor adquiriu participação na Acesita. A Usinor, segundo ele, é a maior fornecedora de aço para a indústria automobilística européia. A CST compra anualmente de Minas US$ 100 milhões em minério de ferro, US$ 15 milhões em calcário e US$ 30 milhões em refratários da Magnesita. Com uma produção anual de 4,3 milhões de toneladas de aço, a empresa exporta 97% da produção, sendo que 62% deste total é destinado à América do Norte, 20% para a Europa e 15% para a ásia. O diretor-presidente informou ainda que a empresa investiu entre os anos de 1993 e 1998, US$ 1,2 bilhão na construção de um segundo alto-forno e periféricos.

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