Línguas estrangeiras tem cursos gratuitos em Londrina
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terça-feira, 16 de outubro de 2012
Ananda Ribeiro - Redação Folhaweb 
Pouca gente sabe, mas é possível aprender diferentes línguas gratuitamente e com qualidade em Londrina, por meio do Centro de Línguas Estrangeiras Modernas (CELEM). O programa foi criado em 1986 pelo Governo do Estado do Paraná e tem a proposta de oferecer o ensino a contra turno de uma língua que não esteja na grade curricular das escolas estaduais.
Alunos,professores e funcionários públicos podem participar, e 30% das vagas são destinadas à comunidade externa.
O CELEM oferece nove idiomas: alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, japonês, mandarim, polonês e ucraniano. Os cursos básicos têm duração de dois anos, sendo duas aulas por semana, com duas horas de duração cada com exceção dos cursos de Língua Japonesa, Ucraniana e Mandarim, que duram três anos.
Além disso, aqueles que concluem o básico podem ingressar nos cursos de aprimoramento, com mais um ano de duração. Cada aluno pode cursar até dois idiomas se houver disponibilidade de horário, e o Certificado é emitido pela Secretaria de Educação do Estado do Paraná.
As turmas são bem heterogêneas, com alunos de 11 a 80 anos. Segundo Andréia Ribeiro, que estuda Letras-Espanhol na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e atua como professora-estagiária no CELEM, as diferentes faixas etárias desafiam o professor a desenvolver atividades que possam atender cada segmento. "Há uma troca de experiências entre os alunos, o que dá um encantamento para que eles permaneçam em sala", comentou.
Cristiane Pelissari, que atua já há três anos como professora de Espanhol no programa, disse que "a atuação é muito séria, são profissionais responsáveis, capacitados e com pós graduação". Também destacou que as escolas oferecem televisão, espaço apropriado e todo o aparato para o trabalho.
Uma das alunas do CELEM em Londrina é a Irmã Remilda, missionária Claretiana de 47 anos, que decidiu estudar espanhol para aprimorar seu trabalho com jovens da América Latina. Mas ela não quer parar por aí. "A gente sente que a professora é apaixonada e nos faz apaixonar pela língua. Tem sido uma experiência de muito enriquecimento. Deixou de ser o espanhol por causa da minha missão, agora eu sinto desejo de aprender, de me
aprofundar, de me qualificar na língua espanhola".
O CELEM é instituído através do pedido da própria comunidade escolar, e o funcionamento depende da demanda. "Se os alunos estão buscando, pode ser que aumente o número de cursos, turmas e professores, mas se a comunidade não se interessa, os cursos vão cessando", argumentou o professor de português e espanhol João Marcos Nagy.
Por isso, outra professora de espanhol, Marília Schnell Patrício, pede que a comunidade olhe o trabalho com bons olhos. "O estudo é de grande valia por causa do Mercosul e, agora, pela Copa do Mundo de 2014. O que percebemos é que os alunos não dão grande importância, há muita evasão, eles começam e param. Gostaríamos que os pais incentivassem seus filhos e dessem importância ao CELEM."
Onde encontrar De acordo com Nagy, o CELEM está presente em quase todas as escolas públicas de Londrina e as matrícula podem ser feitas a partir deste mês nas secretarias das escolas estaduais.
Formação de professores Além do ensino de línguas, o CELEM tem possibilitado que muitos estudantes de espanhol da UEL iniciem sua atuação como professores-estagiários. Isso, através de um projeto da Universidade, financiado pelo Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), do Governo Federal. De acordo com a docente Valdirene Veloso, cerca de 32 alunos de lincenciatura recebem uma bolsa-salário e dedicam 30 horas semanais, em seis escolas envolvidas com o CELEM.


