São Paulo - Três anos e quatro meses após a morte de Eloá Cristina Pimentel, 15 anos, Lindemberg Alves, 25, quebrou o silêncio. No terceiro dia de júri, o réu confessou ontem ter atirado contra a adolescente após um movimento brusco da parte dela, mas não se lembra do disparo contra Nayara Rodrigues, 18.
Segundo ele, o tiro contra Eloá foi dado depois que ouviu uma explosão na porta do apartamento em que mantinha a vítima refém havia mais de cem horas, em Santo André (SP). Ao ser interrogado, disse ainda que, durante todo o episódio, esteve nervoso, pressionado pela presença da polícia e ainda acreditando em uma suposta traição de Eloá.
No dia do desfecho, 17 de outubro de 2008, ele relatou ter desconfiado da ação da polícia, que teria evacuado os arredores do prédio e interrompido uma suposta ligação telefônica com uma irmã. Por precaução, colocou uma mesa para bloquear a porta da residência.
A essa altura, Lindemberg diz que se preparava para sair com Eloá e a outra refém, Nayara Rodrigues, quando aconteceu a explosão. ''Tomei um susto. Vi um movimento da Eloá, para levantar, e atirei. Não me lembro quantos tiros, mas acredito que mais de um''. Lindemberg alegou ter interpretado o movimento da vítima como uma possível tentativa de tentar desarmá-lo.
Às 19h45 de ontem, a juíza Milena Dias encerrou os trabalhos, que deverão ser retomados às 9 horas de hoje.

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