Liminar que suspendeu plantio da soja pode ser revertida, diz Turra
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segunda-feira, 21 de junho de 1999
Por Mariângela Herédia 
Brasília, 22 (AE)- O ministro da Agricultura e do Abastecimento, Francisco Turra, disse hoje à Agência Estado que a liminar que suspendeu o plantio da soja transgênica no País deverá impedir o cultivo de organismos geneticamente modificados nas lavouras brasileiras na próxima safra, apesar de acreditar que a decisão poderá ser revertida. "Qualquer processo ou complicação a esta altura é uma ameaça ao plantio, pois o calendário está apertado" afirmou.
O ministro disse que a decisão judicial não se questiona
mas ressaltou que uma liminar "é coisa muito comum hoje no Brasil contra decisões do governo" e, por isso, acredita que a medida poderá ser revertida. Lembrou que o fundamento da decisão do juiz Antônio Souza Prudente, da 6ª Vara Federal de Brasília foi a não exigência do estudo prévio de impacto ambiental da soja transgênica, prerrogativa que a lei confere à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). "A CTNBio não exigiu o estudo porque tem segurança de que no caso das cinco variedades de soja liberadas não há risco de impacto ambiental"
assegurou.
Segundo Turra, a CTNBio entende que só com o plantio em grande escala seria razoável se medir o impacto ambiental da soja roundup ready e não em pequenas áreas. O ministro avaliou que a decisão judicial de suspender o plantio da soja transgênica é ruim para o País, mas entende que a polêmica sobre o assunto faz parte do processo e novas medidas jurídicas poderão ser tomadas. "Na Argentina também houve uma resistência muito grande no início", comparou.


