Telêmaco Borba - As atividades da Usina Hidrelétrica de Mauá (UHE) podem demorar mais a começar devido uma ação que corre na Justiça desde dezembro de 2010. Despacho do juiz substituto da 2 Vara Federal Cível de Londrina, Rogério Dantas Cachichi, rejeitou o pedido de reconsideração sobre a liminar concedida à Mineradora Tibagiana, a qual proíbe qualquer tipo de extração vegetal realizada pelo Consórcio Energético Cruzeiro do Sul na área do Rio Tibagi, entorno e região, sob pena de multa diária de R$ 1 milhão. O Consórcio já recorreu da decisão no Tribunal Regional de Justiça da 4 Região, em Porto Alegre.
A mineradora alega prejuízos causados pelos riscos de desmoronamentos de terra e consequente soterramento de lavra e jazidas em função da retirada da vegetação em sua área de exploração. A extração vegetal da área em questão, entretanto, faz parte de uma das fases finais para que os reservatórios possam ser cheios e os equipamentos montados. Isso é necessário para a realização de testes antes da usina entrar em funcionamento.
O Consórcio afirma que a suspensão não interfere na finalização do empreendimento. ''As obras estão adiantadas. Não há, contudo, previsão de quando a usina inicie as atividades.'' O prazo anterior era março deste ano.
Indenização
Segundo Gabriel Granado, advogado da Mineradora Tibagiana, desde que as obras começaram, nenhum acordo de indenização foi feito com o Consórcio. ''No início das obras assinaram um documento perante o Ministério Público assumindo a compromisso de indenizar a mineradora e os trabalhadores atingidos. Nada foi sequer conversado até hoje. Pelo contrário, neste período o Consórcio tentou suspender a licença de mineração (decreto de lavra) concedido pelo Departamento Nacional de Produção Mineral que a empresa possui.''
Segundo o Consórcio, Câmara Técnica do Grupo de Estudo Multidisciplinar (GEM) - formado por representantes do Consórcio e instituições como MP e IAP - ainda analisa e discute quais serão os desdobramentos da indenização. ''A decisão depende de muitos fatores, tais como área onde atuam os empregados e quanto a Usina vai afetar essa área'', informa. Um cadastramento das pessoas que se consideram lesadas foi elaborado no ano passado.

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