Liminar mantém serviços da UEL
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segunda-feira, 05 de dezembro de 2011
Marian Trigueiros <br> <br> Reportagem Local 
Uma liminar concedida pelo juiz Elias Duarte Rezende à Universidade Estadual de Londrina (UEL), na noite do último sábado, garante que serviços essenciais do Hospital Universitário (HU), Restaurante Universitário (RU) e 30% da Prefeitura do Campus não sejam paralisados a partir de hoje. A decisão de greve havia sido decidida por unanimidade por cerca de 200 servidores da instituição. Com a notificação em mãos, a reitoria da UEL entrou com pedido de medida cautelar, com o argumento de que, embora legítimo, o direito de greve não poderia prejudicar a população. A Associação dos Servidores Públicos, Técnicos Administrativos da UEL (Assuel) foi notificada na tarde de ontem.
Segundo a reitora da UEL, Nádina Moreno, nenhuma pauta de reivindicações foi entregue até o momento, apenas um comunicado sobre a decisão por paralisação. ''Recebi com estranheza o ofício, até mesmo porque estamos cientes da situação e, recentemente, tomamos várias providências. Uma delas, inclusive, foi a aprovação recente do repasse de R$ 350 mil para a compra de equipamentos mais modernos para o RU. Isso aliviará o desgaste físico em função dos serviços manuais'', pontua. Além disso, de acordo com Nádina, parcerias com o Centro de Educação Física disponibiliza programas de alongamento e massagem nos funcionários.
Marcelo Alves Seabra, presidente da Assuel, defende que a paralisação é necessária porque vários setores da instituição apresentam condições impróprias de trabalho, sendo que somente no RU, oito servidores estão afastados com licença médica devido aos problemas resultantes do ambiente. ''Protocolamos um ofício pedindo à administração que resolvesse o problema, que foi divulgado até mesmo no jornal do sindicato. A reitoria não pode alegar desconhecimento da situação'', diz, acrescentando que a verba referida ao RU ainda não foi notificada. A Assuel vai respeitar a decisão judicial, mas reforçará o pedido de providências junto à reitoria. Ainda conforme ele, a paralisação não iria afetar serviços essenciais.
Hoje pela manhã, servidores vão aproveitar reunião do Conselho Universitário para mostrar descontentamento com a nova proposta do peso de votação nas eleições para reitores e cobrar melhorias como o corte de adicional de insalubridade para os funcionários da lavanderia do HU, condições de trabalho no setor de costura e readequação da estrutura do RU.


