Londrina- O advogado Antônio Amaral, que defende os 14 alunos do curso de Medicina da Universidade Estadual de Londrina (UEL) que tiveram a formatura suspensa pela reitoria, anunciou ontem à noite que conseguiu uma liminar determinando a imediata colação grau de grau dos estudantes, concedida pelo juiz substituto da 5 Vara Cível, Mario Azzolini.
De acordo com Amaral, o juiz, em seu despacho anunciado após o horário de expediente normal do Fórum de Londrina, ainda determina multa de R$ 500 mil para o caso de a UEL não cumprir a decisão judicial.
Na última sexta-feira, Azzolini não havia apreciado o pedido de medida de liminar em um mandado de segurança impetrado pelo advogado e fixou prazo de dez dias para que o mesmo comprovasse que as imagens captadas pelo sistema de segurança do Hospital Universitário, que captou cenas de um tumulto promovido pelos alunos no pronto socorro quando comemoravam o término das aulas, não tinham nitidez suficiente para comprovar um excesso por parte dos estudantes.
''Fiz um trabalho mostrando que as imagens não demonstram a atitude dos alunos. Cheguei hoje de Curitiba e fui direto despachar com o juiz e ele nos concedeu a liminar. No despacho, ele relatou o seguinte: 'para evitar que os impetrados sejam condenados antes de julgados e sofram penalizações não culminadas em lei, defiro a liminar e determino que o impetrado tome as providências em relação à colação de grau dos impetrados'', relatou Amaral à FOLHA.
O reitor da UEL, Wilmar Marçal, declarou que ainda não estava sabendo da decisão judicial, mas explicou que, se os alunos realmente colarem grau, a sindicância interna aberta pela universidade deve ser suspensa. ''Não fomos notificados. Mas, se eles receberem o diploma, o processo administrativo interno perde objeto. Pois quando o aluno cola o grau, perde o vínculo. Mas se eles forem fazer residência ou pós-graduação na UEL, o processo pode continuar'', explicou.
O processo que corre na 5Vara Cível está em segredo de justiça.
A abertura de uma auditoria para investigar denúncias de irregularidades no internato do curso de Medicina da UEL e a instalação de uma ouvidoria dentro do HU foram as medidas tomadas pelo reitor Wilmar Marçal para tentar solucionar os problemas enfrentados pelo curso.
A decisão foi tomada depois da divulgação da carta de um estudante denunciando que o trabalho executado pelos internos do sexto ano não tem o acompanhamento dos médicos plantonistas. De acordo com o relato, o papel dos professores e plantonistas estaria sendo executado por médicos residentes que, segundo o reitor, são também estudantes de pós-graduação. O documento foi repasssado à universidade pela Promotoria e Infância e Juventude.(Com
Carolina Avansini)

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