Curitiba - O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado do Paraná (Sinditest) aguarda notificação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para agendar reuniões e assembleias com servidores técnico-administrativos das universidades federais paranaenses. Na última sexta-feira, o ministro Arnaldo Esteves Lima, do STJ, determinou liminarmente que ao menos 50% dos funcionários das instituições de ensino federais de todo o País, em greve desde junho, mantivessem o trabalho.
O presidente do Sinditest, Wilson Messias, informou que as entidades sindicais locais precisam ser notificadas individualmente, o que não havia ocorrido com a representação paranaense até o final da tarde de ontem. Entretanto, ele já adiantou que a orientação do comando de greve nacional de cumprir a liminar será seguida.
A partir da notificação, diretores do Sinditest irão até unidades onde a adesão à greve é superior a 50% dos trabalhadores. Segundo Messias, é o caso, por exemplo, dos campi da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) em Toledo e Francisco Beltrão e do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Pontal do Paraná.
''Vamos conversar pessoalmente com os servidores para definir a volta ao trabalho de alguns funcionários, para que o percentual estipulado pelo STJ seja cumprido'', explicou.
Messias apontou que no Hospital de Clínicas (HC) da UFPR, cuja direção tem reclamado das limitações impostas pela greve, a adesão está em torno de 20% dos trabalhadores. ''Devido à defasagem do quadro de funcionários, se 50% dos servidores do HC ficarem sem trabalhar, o hospital fecha completamente'', disse o sindicalista.
Servidores de mais de 40 universidades federais deflagraram greve em junho. O ministro Lima determinou aplicação de multa diária de R$ 50 mil contra a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) e os sindicatos locais em caso de desobediência à liminar. Na segunda-feira, a Fasubra foi notificada pelo STJ e orientou os sindicatos de base a cumprir a liminar. A federação tentará reverter a decisão judicialmente.

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