Liminar deixa 4 mil fora do Provão em Minas
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sábado, 12 de junho de 1999
Por Alice Sosnowsky (especial para AE) 
Belo Horizonte, 13 (AE) - Por causa da liminar concedida pelo juiz Welinton Militão dos Santos, da 12ª Vara da Justiça Federal de Minas Gerais, impedindo a realização do exame nacional de cursos no ano passado, cerca de 4 mil estudantes de Minas Gerais que concluíram o curso em 1998 foram liberados de fazer o provão. Para esses alunos, as faculdades têm autorização de expedir o diploma de conclusão do curso.
Mesmo sabendo desta decisão, Bruno Lara Michel, recém-formado no curso de Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, compareceu à prova. "Não queria correr o risco", disse. "Mesmo assim, não fiz nenhuma questão."
Por causa do atraso, alguns estudantes perderam a chance de fazer a prova. Com os portões fechados, restou ao estudante Jáder Gontijo Maia, de 27 anos, lamentar ter chegado 10 minutos depois do início da prova. "O jeito é esperar o ano que vem", disse o estudante. "Isso parece um segundo vestibular."
Antes da realização das provas, o movimento Universidade Viva, organizado pelos estudantes da UFMG, promoveu oficinas de pinturas, atendimento médico e esclarecimentos sobre a prevenção de doenças. De acordo com o coordenador do Diretório Central dos Estudantes, Frederico Martins, o movimento pretende apresentar à comunidade uma universidade popular.
Enquanto esperava a hora de fazer o provão, o estudante de Engenharia Elétrica Rafael Emílio Lopes, de 24 anos, entregava folhetos com dicas de como economizar energia elétrica. É uma forma de prestar serviço à comunidade", disse. Aproveitando para pegar os folhetos para distribuir a seus alunos, a professora Lucinda Soares de Oliveira, elogiou a iniciativa dos estudantes. "Também não acho que só uma prova avalie toda a vivência do futuro profissional."


