Liminar barra greve; educadores vão recorrer
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quarta-feira, 01 de agosto de 2012
Lúcio Flávio Moura <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - O Tribunal de Justiça (TJ) concedeu liminar na tarde de ontem em favor da governo do Estado, que entrou com ação declaratória cumulada para impedir a paralisação dos educadores sociais que trabalham na rede de Centros de Socioeducação. A greve, que ontem chegou ao quinto dia, foi declarada ilegal pelo desembargador Miguel Kfouri Neto, presidente do TJ. O sindicalista Mário Monteiro, porta-voz da categoria, prometeu cumprir a decisão, mas garantiu também que vai ingressar com um recurso para cassar a liminar.
Segundo a decisão judicial, a greve ''representa risco concreto para a salvaguarda de direitos fundamentais; potencializa-se o risco quando a ameaça de greve se consuma de maneira a não indicar o modo como serão preservadas as atividades essenciais''.
O desembargador prossegue: (...)''Não resta dúvida, portanto, que a ameaça de greve não deixa ao Estado oportunidade de articular meios para preservar a segurança de adolescentes''.
Com a ilegalidade declarada, informa o despacho, os servidores ficam proibidos de deixar de prestar os atendimentos, de fazer paralisações parciais e de realizar piquetes. Em caso de desobediência, a ordem judicial estabelece multa diária de R$ 50 mil aos servidores.
O porta-voz dos sindicalistas disse que os educadores sociais das 18 unidades espalhadas pelo Estado devem voltar a trabalhar normalmente na manhã de hoje. Ele afirmou que a segurança das unidades será feita ''dentro do possível'', mesmo com o retorno das equipes completas. ''A segurança é deficiente mesmo sem a paralisação. É isso que o governo do Estado ignora e que a gente quer denunciar com este movimento'', afirmou.
Monteiro argumentou que a função de educador social é ''lúdica e pedagógica'' e que não há motivos para a greve ser considerada ilegal. ''Por que não podemos fazer greve? Quem é responsável pela segurança é a polícia.''
Os educadores sociais exigem a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários, abertura de concurso público para a contratação de pelo menos 500 servidores, reposição salarial de 75% e aumento de 40% nas gratificações. O governo defende-se divulgando que autorizou reajuste de mais de 15% na Gratificação de Atividade (Gadi).


