Rio, 05 (AE) - A Light conseguiu pagar US$ 130 milhões da sua dívida de curto prazo em moeda estrangeira. O diretor de Relações com o Mercado da empresa, Edézio Quintal de Oliveira, disse que tratava-se de um commercial paper, contraído para investimentos na empresa em 1997 e renovado no ano passado, que vencia este mês. "O dinheiro foi pago com caixa há cerca de quatro dias", destacou.
Outros US$ 875 milhões, referentes ao empréstimo-ponte para a compra da Metropolitana, vencerão em abril. "Só que para este estamos trabalhando no sentido de refinanciá-lo", destacou. O diretor disse estar bastante otimista quanto a negociação.
Desde a desvalorização do real que a Light está direcionando todas as suas atenções para o alongamento da sua dívida em dólar de curto prazo. Ao contrário do que a maioria dos analistas esperava, a empresa não trabalha, a princípio, com a perspectiva de um aporte de capital por parte dos acionistas controladores.
Também descarta a redução dos investimentos para este ano, previstos em R$ 300 milhões. Segundo havia informado o assessor de Relações com o Mercado da empresa, Paulo Renato Marques, o custo do empéstimo-ponte é o de Libor mais 3,5% ao ano. O rateio desses juros é feito trimestralmente.
Além do sindicato bancário, a Light tem ainda uma dívida de R$ 1 bilhão com o BNDES, através de uma cesta de moedas. Outros R$ 600 milhões são de dívidas antigas, de longo prazo, contraídas para investimentos, que estão indexadas em índices locais.

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