Rio, 12 (AE) - A Light, empresa que distribui energia elétrica na região metropolitana do Rio, fechou o ano passado com perdas na arrecadação da ordem de R$ 200 milhões. Esse foi o valor que a companhia deixou de arrecadar por conta das perdas de energia provocadas por problemas técnicos, inadimplência e roubo de energia. Segundo o presidente da Light, Michel Gaillard
o índice de perdas do ano passado foi da ordem de 14,8%.
O executivo disse que apesar deste valor ser alto ele está abaixo da média nacional, que em 1999 foi da ordem de 15 8%. "O problema é que cada ponto percentual significa uma perda de receita da ordem de R$ 25 milhões por ano", admitiu Gaillard durante a apresentação dos números da Light referentes ao ano passado na sede carioca da Associação Brasileira dos Analistas do Mercado de Capitais (Abamec).
O diretor administrativo e financeiro da Light, Edésio Quintal, disse que em dezembro de 1996, ano de privatização da companhia, o índice de perda era da ordem de 16%. Ele admitiu que a empresa ainda precisa melhorar sua performance, mas explicou que a maior parte das perdas está localizada em órgão públicos que não estão pagando antigas contas.
Os dois maiores devedores são a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Hospital dos Servidores do Estado (HSE). A Light já fechou um acordo com a UFRJ para refinanciar a dívida, mas o acordo com o HSE ainda não saiu porque o hospital, que era federal, está sob administração do governo do Estado do Rio, que não aceita pagar débitos anteriores a estadualização.
Os investimentos programados pela Light para este ano são da ordem de R$ 350 milhões. Deste total, cerca de R$ 15 milhões irão para a Light Telecom, a empresa criada pelo grupo para atuar na área de telecomunicações.

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