São Paulo, 19 (AE) - O líder do governo na Câmara de São Paulo, Brasil Vita (PPB), e o vice-líder, Wadih Mutran (PPB), tentaram entregar hoje os cargos ao prefeito Celso Pitta (PTN), mas ele não aceitou. Os dois vereadores, que se encontraram com Pitta pela manhã, no Palácio das Indústrias, estavam sentindo-se culpados por não ter conseguido impedir a abertura do processo de impeachment contra o prefeito, aprovada ontem (18) na Câmara por ampla maioria.
Segundo a Assessoria de Imprensa de Mutran, Pitta não aceitou a devolução dos cargos por acreditar que os pepebistas continuam sendo "homens de confiança" do governo. Vita permanece na liderança do prefeito na Câmara, enquanto Mutran pediu o afastamento da função para participar da Comissão Processante (CP) por 90 dias, prazo que os sete vereadores terão com o objetivo de apurar as denúncias e ouvir depoimentos de acusação e defesa.
Depois de uma hora reunidos na Assembléia Legislativa de São Paulo com o secretário-geral do PTB do Estado, o deputado estadual Campos Machado (SP), os três representantes do partido na CP decidiram reivindicar os cargos de relator e presidente para encabeçar as investigações contra Pitta. A decisão será tomada hoje, às 17 horas, quando os sete integrantes se reúnem na Sala Tiradentes da Câmara, para eleger o relator e o presidente da comissão.
Dos cinco vereadores que compõem a bancada do PTB no plenário, três foram sorteados para participar dos trabalhos. São eles Alan Lopes, José Amorim (líder da bancada) e Natalício Bezerra, voto decisivo na comissão especial que garantiu à oposição encaminhar a denúncia da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ao plenário para votação.

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