São Paulo, 12 (AE) - As declarações do prefeito Celso Pitta (sem partido) sobre o excesso de gastos e a falta de empenho da presidência da Câmara foram rebatidas pelos líderes de bancada da Casa. "No ano passado o Legislativo teve uma lentidão endêmica, mas as coisas estão melhorando este ano", assegurou a vereadora Aldaíza Sposati (PT).
Citado na entrevista concedida pelo prefeito ao jornal "O Estado de S.Paulo", o vereador Armando Mellão (sem partido) preferiu não responder as acusações. Mas a Casa informou que o Legislativo está muito mais ágil desde que Mellão assumiu a presidência. Foram aprovados 35 projetos de lei de fevereiro até 12 de abril, ante os 3 aprovados no mesmo período do ano passado.
O líder do PSD, Rubens Calvo, disse que não houve má-vontade da Câmara na demora de aprovação dos projetos sobre o pacote anticorrupção. O vereador Faria Lima (sem partido) informou, por meio de seus assessores, que não concorda com o prefeito, como muitos colegas. Prova disso, seria o fato de vários vereadores não assinarem o manifesto de apoio a Pitta proposto pelo líder do PPB, Paulo Frange.
Frange, que já conseguiu 28 assinaturas, afirma que o custo da Câmara é alto demais e o regimento está ultrapassado. "Precisaríamos realmente fazer uma revisão na contratação dos gabinetes e diminuir os gastos", afirmou. "Trabalho de domingo a domingo e não tenho gastos exorbitantes", disse José Amorim, líder do PTB.

mockup