Brasília, 18 (AE) - A indicação dos líderes do governo no Senado e no Congresso está sendo esperada para hoje. O presidente Fernando Henrique Cardoso está aparando as últimas arestas para definir os nomes. O deputado Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM) está praticamente definido como líder no Congresso. Para líder no Senado, o nome mais forte no momento é o do senador Fernando Bezerra (PMDB-RN), presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Se a nomeação for confirmada, ele terá que abrir mão da presidência da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), que continuará controlada pelo PMDB. A CAE é considerada a comissão mais importante do Senado.
Toda a discussão sobre política econômica passa obrigatoriamente por essa comissão. Na sessão de hoje, por exemplo, está prevista a votação de um projeto de resolução que permite a rolagem dos títulos emitidos para precatórios pelos Estad os, cujos governos se envolveram no escândalo que originou a CPI dos Precatórios.
Imposto verde - Na Câmara, começam a funcionar hoje as comissões especiais instaladas na semana passada para discutir o regime de previdência complementar e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Também está prevista a votação da proposta de emenda constitucional que cria o Imposto Seletivo sobre Combustíveis (Imposto Verde) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Se a admissibilidade da proposta for aprovada, caberá ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), decidir se será criada uma comissão especial para discutir o mérito, como quer o PMDB, ou se será anexada à proposta de reforma tributária, como prefere o PFL.
No plenário da Câmara, continua hoje a votação das emendas e destaques do projeto de lei complementar que reestrutura as Forças Armadas a partir da criação do Ministério da Defesa. Até agora, foram apresentadas 13 emendas e 19 destaques, sendo quatro destaques de banca da, que exigem votação individual e não podem ser rejeitados em bloco. A maioria dos destaques é de autoria do PT e do PPS. O presidente da Câmara também poderá reunir novamente os líderes partidários para uma nova tentativa de acordo para a votação da proposta de emenda constitucional que limita a possibilidade de edição de medidas provisórias. O acordo está difícil porque a oposição não aceita liberar a edição de MPs para regulamentar emendas constitucionais, como quer o governo.

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