Líderes negam interferência política
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2006
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
Líderes do Comitê pelo Passe Livre, Redução da Tarifa e Estatização do Transporte - que organizaram ontem o segundo dia de manifestação contra o reajuste na passagem do ônibus para R$ 2,00 - negaram ontem que o movimento tenha influência de partidos, sindicatos ou lideranças políticas.
''As pessoas ficam achando que tem alguém por trás. O que a gente está fazendo é colocar, expor o que defende o comitê'', argumentou Soraia de Carvalho. Ela e o professor universitário Evaristo Colman, disseram que não são filiados a partidos políticos. ''Mas isso não tem nada a ver. A gente chama as pessoas para o movimento independentemente de partido, religião'', disse Soraia. ''A gente se financia pelo movimento, fizemos no ano passado dois festivais, vendemos camisetas, adesivos. A gente vai se financiando por esses meios. Falam que tem alguém por trás para descaracterizar o movimento, que é independente e não está à venda'', complementou a manifestante.
Entre as palavras de ordem e o apitaço do protesto, o presidente da União Juventude Socialista - ala jovem do PCdoB, Stanley Kenedy Garcia, tentava convencer manifestantes sobre os ''equívocos'' do comitê. ''A bandeira está equivocada. R$ 1,35 está fora da realidade, lutamos há três anos por isso. Já aumentou a tarifa três vezes depois. O movimento pela redução da tarifa é legítimo, mas tem que ter um projeto. Uma coisa é chamar a população para o movimento. Outra é utilizar a redução da tarifa para arrebanhar para um movimento político'', justificou Garcia. O PCdoB é aliado do PT, partido do prefeito Nedson Micheleti.


