Líderes e ministro decidem deixar de lado idade mínima
Brasília, 05 (AE) - O líder do PSDB na Câmara, Aécio Neves (MG), disse há pouco que, na reunião dos líderes dos partidos da base governista com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Aloysio Nunes Ferreira, chegou-se a um consenso de que este não é o momento certo para o governo reiniciar a discussão da idade mínima para a aposentadoria. Segundo Neves, os líderes consideram este o momento de rearticulação da base governista e seria inconveniente discutir um projeto polêmico, que foi rejeitado em 1998, durante a votação da reforma da Previdência. "Não vamos gerar expectativas que não podem ser cumpridas", afirmou o líder tucano, acrescentando que o governo tem de definir o que realmente é prioridade. Nesse aspecto, ele mencionou a votação da Lei de Responsabilidade Fiscal como uma das prioridades para este semestre. Neves informou que o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Martus Tavares, estará reunindo-se com as bancadas dos partidos governistas para discutir a proposta do governo e esclarecer as dúvidas dos deputados. "Queremos votar a Lei de Responsabilidade Fiscal na Câmara até o final deste semestre", disse o líder do PSDB. Neves disse ainda que está otimista em relação às reformas tributária e do Judiciário. Ele prevê que as duas poderão estar votadas no plenário da Câmara até outubro. Neves disse também que os líderes governistas deverão se reunir na terça-feira (10) com o relator do projeto que define as carreiras típicas de Estado, deputado Luciano Castro (PSDB-RR), para decidir se outras atividades serão incluídas entre as que terão maior grau de estabilidade no serviço público. O objetivo dos líderes é votar esse projeto e o que disciplina o regime de emprego público do funcionalismo federal até a quarta-feira (11). O líder do PSDB disse ainda que se encontrou com o presidente Fernando Henrique Cardoso na semana passada e este lhe pareceu convencido de que acertou na forma como fez a reforma ministerial. Segundo o líder do PSDB na Câmara, o presidente terá, a partir de agora, mais disponibilidade de tempo para conversar com os líderes da base governista, individual e coletivamente, o que não estava sendo possível porque ele vinha se ocupando quase totalmente com as demandas do dia-a-dia.





