Brasília, 2 (AE) - Começou há pouco, no Hotel Naoum Plaza, em Brasília, a reunião dos principais líderes dos partidos de oposição. Estão presentes o presidente de honra do PT, Luís Inácio Lula da Silva, e os presidentes do PDT, Leonel Brizola; do PSB, Miguel Arraes; do PCdoB, João Amazonas, e do PT
José Dirceu, além de alguns parlamentares desses partidos.
A reunião foi convocada a pedido do PCdoB para discutir dois temas: o grampo no BNDES e a reforma política. Segundo o líder do PCdoB na Câmara, Haroldo Lima (BA), os líderes deverão discutir formas de unificar a oposição, "realizando um plano nacional de mobilização para enfrentar a crise política". "O governo se esgotou nos primeiros cinco meses e não está demonstrando capacidade de sair da crise", afirmou Lima. Segundo ele, uma das propostas que devem ser apresentadas é a de uma mobilização para coleta de cerca de cinco milhões de assinaturas de apoio a um processo de impeachment do presidente Fernando Henrique Cardoso, ou o processo de responsabilização civil do presidente.
Quanto à reforma política, Lima espera que os líderes da oposição emitam uma nota criticando os quatro pontos da reforma política proposta pelo líder do PSDB no Senado, Sérgio Machado (CE). São eles a cláusula de barreira, a proibição de coligação nas eleições proporcionais, o voto distrital misto e a fidelidade partidária. "Sérgio Machado embutiu na reforma política o núcleo do entulho autoritário da ditadura militar", afirmou Haroldo Lima. Lula e Arraes não quiseram falar sobre a reunião à sua chegada, e Brizola disse apenas que este é um reencontro depois de um processo de reflexão.

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