Brasília - Advogados do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) anunciaram ontem que na próxima semana vão entrar no Tribunal de Justiça de São Paulo com um habeas-corpus com pedido de liminar (emergencial) para que José Rainha Júnior e outros três líderes do movimento possam recorrer em liberdade da decisão da Justiça paulista. Caso não tenham sucesso no TJ paulista, os advogados vão levar o habeas-corpus ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, a seguir, se necessário, ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A Justiça Estadual determinou quinta-feira à noite a prisão, por 10 anos em regime fechado, de quatro dirigentes nacionais do MST estabelecidos no Pontal do Paranapanema (SP). Além de Rainha Jr., foram condenados os coordenadores nacionais Sérgio Pantaleão e Clédson Mendes, além do coordenador estadual Márcio Barreto, que atuam na liderança do comando de famílias acampadas naquela que é a região de maior conflito agrário de São Paulo.
O mandado de prisão começou a ser cumprido anteontem mesmo mas apenas um dos acusados foi preso. Clédson Mendes foi detido quando estava reunido com outros militantes do MST na Cooperativa dos Assentados de Reforma Agrária (Cocamp), em Teodoro Sampaio. Até o fechamento desta edição, os outros condenados ainda não tinham sido localizados.

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