Lideranças sugerem mudanças
Lideranças comunitárias elogiaram as propostas apresentadas pela reitora da UEL, criticaram o atual sistema de seleção das universidades públicas e sugeriram mudanças para Lygia Pupatto.
O representante do Conselho Municipal dos Direitos do Idoso, Antonio Lopes Coga, sugeriu a inclusão de disciplinas relacionadas à terceira idade (como odontogeriatria para o curso de odontologia, por exemplo) e a destinação de 5% de vagas para pessoas acima de 60 anos. ''Sugerimos também a criação de um curso preparatório (para vestibular) específico para os idosos. Assim teríamos condições de disputar as vagas de igual para igual'', comentou Coga, lembrando que 9% da população londrinense (41 mil pessoas) estão na terceira idade.
Cristina Coelho, representante do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente, gostou das novas propostas. ''Temos que acabar com a mentalidade que o pobre só vai até o curso médio. O aumento das vagas no curso pré-vestibular será muito bom'', disse Cristina, que conseguiu sair da periferia de Londrina para estudar Serviço Social.
Paulo Tadeu Marcondes, que representou o Sindicato Rural durante o encontro, sugeriu a ''federalização'' da UEL. ''Temos tantas universidades federais no Rio Grande do Sul, por exemplo, e apenas uma no Paraná. Por que não buscar recursos federais?'', questionou Marcondes.
A reitora ouviu todas as críticas e sugestões e pediu que todas fossem entregues oficialmente por escrito à reitoria. Ela, no entanto, discordou sobre a proposta de ''federalização''. ''Não somos favoráveis porque elas estão iguais ou piores que a gente. Vamos sim, buscar fortalecer a proposta da Associação Brasileira de Reitores, que pediu ao governo um repasse de R$ 1 mil por aluno/ano. Assim teríamos cerca de R$ 15 milhões a mais no orçamento'', explicou Lygia.
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