Lideranças são transferidas
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sábado, 15 de novembro de 2014
Vítor Ogawa<br> Reportagem Local 
Londrina- O juiz da Vara de Execuções Penais, Katsujo Nakadomari, afirmou ontem que teve de transferir alguns presos das penitenciárias de Londrina para o sistema prisional federal para evitar rebeliões nas unidades da cidade. "Tivemos que fazer algumas transferências sim", admitiu. Questionado sobre o número de presos que teriam sido encaminhados para o sistema federal, ele apenas disse que não é a quantidade de detentos que importa, mas "a qualidade dessas transferências". "Essas pessoas eram lideranças dentro dos presídios", explicou.
Segundo o vice-diretor da PEL 2, Edmir Cardoso da Silva, a Secretaria de Estado de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, o Departamento de Execução Penal do Estado (Depen) e as diretorias de todas as unidades prisionais estão empenhadas em identificar os possíveis focos de motins e os presos que estão tentando se insurgir como lideranças. "Tentamos monitorá-los para que não aconteçam rebeliões. A gente nunca vai falar que está tranquilo, porque a segurança se faz no dia a dia. Pode acontecer uma rebelião aqui? Pode, mas em Londrina está um clima tranquilo e estamos empenhados para manter do jeito que está. A gente sabe que rebeliões podem ocorrer em qualquer lugar, como aconteceu em outras unidades", destacou.
A secretária de Estado da Justiça, Maria Tereza Uille Gomes, explicou que o risco de motins e rebeliões sempre existe no sistema prisional. "Até porque as pessoas que estão presas pela Justiça cometeram crimes graves, pelo menos em tese. Várias outras medidas estão sendo tomadas, entre elas está o pacotão penitenciário, que foi editado pelo governo do Estado e que um dos aspectos consiste na proibição do Departamento Penitenciário de fazer transferências de presos durante a ocorrência de rebeliões e motins", salientou.
O "pacotão penitenciário" prevê que os agentes penitenciários devem seguir normas estabelecidas no "Caderno de Segurança do Depen", que determina quais procedimentos devem ser adotados nos presídios para evitar tumultos. Caso alguma delas seja descumprida, a Corregedoria do Sistema Penal deverá instaurar procedimento para averiguar se a ação do agente foi omissa ou se houve conivência para que o motim ocorresse.


