Lideranças cobram governador sobre cursos superior
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quarta-feira, 09 de novembro de 2011
Davi Baldussi <br> Reportagem Local 
Representantes da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e da Agência de Fomento se reuniram ontem de manhã com o governador Beto Richa, em Foz do Iguaçu, para cobrar a abertura de cursos de Engenharia Mecânica, de Produçãso e Química na Universidade Estadual de Londrina (UEL). No mês passado, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti) negou a possibilidade de abertura de novos cursos, frustrando as expectativas dos londrinenses que esperam que a decisão seja revista.
Estiveram com o governador, o vice-presidente da Acil, Flávio Balan, e o presidente da Agência de Fomento, Juraci Barbosa Sobrinho. ''Foi uma conversa produtiva. O governador entende que precisa analisar a questão com mais calma. Ele se comprometeu a se reunir com o Alípio (secretário de Ensino Superior) para ver como assunto pode ser tratado'', relatou Balan.
Segundo ele, o governador disse que ''há uma dívida muito grande do Governo Federal e que está prevista a abertura dos cursos de Engenharia na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTF-PR) - campus Londrina''. ''Mas no momento um curso na UEL tem mais peso do que na Federal'', comentou Balan.
A assessoria do governador em Curitiba informou que o encontro aconteceu durante o café da manhã num hotel de Foz do Iguaçu, mas não adiantou nenhuma medida que o governador possa tomar sobre o assunto. Segundo assessoria, Richa passou o dia ontem no interior do Estado e só retornou para a Capital no final da tarde. A reportagem buscou contato com o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, mas ele estava em Brasília ontem.
No mês passado Gerson Guariente Junior, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscom), recebeu com surpresa a negativa da Seti para abertura dos cursos de Engenharia. Ele lembrou que as indústrias da região requerem engenheiros. ''Estamos deixando de dar oportunidade para a nossa gente e trazendo pessoas que foram treinadas em outros centros'', disse.
Para a reitora da UEL, Nádina Aparecida Moreno, existe uma demanda ''muito grande de mercado'' para esses cursos. ''Pretendemos mostrar ao governo essa questão. Acreditamos que as engenharias iriam contribuir com o Estado no que diz respeito à formação destes profissionais'', declarou.


