Curitiba- O líder do MST no Paraná, José Damasceno, preferiu não dar entrevistas ontem e, no domingo, negou que as invasões fossem coordenadas. Jelson Oliveira, o secretário executivo da Comissão Pastoral da Terra, grupo ligado aos sem-terra, descartou a possibilidade do Incra estar ajudando os militantes a ocupar propriedades. ''Isso é uma bobagem. O trabalho do Incra pode não ser perfeito mas o do Paraná é um dos que tem feito mais vistorias. O problema é que estamos com uma pressão grande no campo. Muita gente foi para acampamentos em beiras de estrada com muita expectativa pelo primeiro ano do governo Lula. É natural, chegando o tempo de plantio, que eles queiram ocupar as áreas consideradas improdutivas'', disse.
O governador Roberto Requião (PMDB) garantiu na manhã de ontem que o cumprimento de reintegrações de posse. ''É o que acontece no Brasil inteiro. Não há nenhuma novidade. As reintegrações de áreas produtivas serão feitas.'' Mas negou rompimento com o MST. ''Governo algum pode romper com os movimentos sociais.''
O secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, confirmou a avaliação do comando estadual ao dizer que todos os mandados serão cumpridos e atribuiu o excesso de incidentes ao período eleitoral. A situação até o final da tarde de ontem era tranquila em todos os locais de conflito e a única área até então em negociação para ser desocupada era a fazenda Santa Filomena.(C.Y.)

mockup