Curitiba - Uma auditoria externa vai verificar as condições do contrato do sem-terra Valmir Mota de Oliveira com a Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar). Oliveira, morto no suposto conflito entre sem-terra e seguranças na fazenda da Syngenta no dia 21, tinha contrato temporário com a Funpar dentro do projeto ''Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar do Paraná''.
O superintendente da Funpar, Paulo Afonso Bracarense Costa, informou que solicitou ao diretor do projeto informações sobre o contrato. ''Na nota de resposta, fica claro que o projeto não tinha qualquer relação com movimentos reivindicatórios'', disse Bracarense. Segundo o superintendente, Oliveira foi contratado temporariamente porque havia necessidade de um agricultor no projeto. A remuneração era de R$ 2.358,20, valor arbitrado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Educacional, financiador do projeto, e o contrato tinha validade até 30 de janeiro de 2008.
''Embora não haja nenhum indício de desvio de recursos, solicitei auditoria externa do contrato e o caso também será apresentado ao Conselho Diretor da Funpar'', afirmou Bracarense. Ele informou que a auditoria externa será feita por uma empresa do Rio Grande do Sul, que audita projetos da Funpar há oito anos.
O MST aponta que não havia nenhuma irregularidade no contrato de Oliveira e diz que a divulgação do caso visa ''criminalizar'' os movimentos sociais. (F.G.)

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