Líder paramilitar assume sequestro de senadora colombiana
Por Carlos Alberto González
Bogotá, 22 (AE-AP) - Uma organização paramilitar assumiu hoje (22) o sequestro da senadora Piedad Córdoba de Castro afirmando que a parlamentar, uma ativa promotora do diálogo com a guerrilla, havia se convertido numa figura política "a serviço da diplomacia guerrilheira".
Carlos Castaño, dirigente máximo das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), disse em chamada telefônica a uma emissora local que tinha em seu poder Córdoba de Castro, mas não apresentou de imediato uma exigência para sua libertação.
A senadora Córdoba de Castro é integrante do Partido Liberal, de oposição, mas vem trabalhando intensamente na implementação do plano de paz do presidente Andrés Pastrana, que negocia atualmente apenas com um dos três grupos em armas, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Castaño confirmou a autoria do sequestro realizado ontem em Medellin depois de ler na Rádio Caracol uma mensagem dirigida à Comissão de Paz, na qual exigiu que se leve em conta sua organização armada nas negociações de paz, como terceiro protagonista do conflito.
O Exército de Libertação Nacional (ELN), outro grupo em armas, também tem reivindicado o diálogo com o governo, mas ao exigir a desmilitarização de uma região do norte do país, o governo rechaçou o pedido. Para exercer pressão, o ELN também tem recorrido a diversas ações, algumas espetaculares, como o sequestro de um avião.





