Líder islâmico denuncia tortura em prisão israelense13/Mar, 15:47 Jerusalém, 13 (AE-AP) - O líder da Resistência islâmica xiita, Mustafá Dirani, sequestrado no Líbano por um comando israelense em 1994 e desde então preso em Israel, acusou agentes israelenses de tê-lo submetido a torturas sistemáticas, incluindo sexuais, e pediu um ressarcimento de 1,5 milhão de dólares. Seu advogado israelense, Zvi Rich, que hoje citou nos Tribunais as autoridades israelenses, descreveu de forma detalhada as torturas sofridas pelo líder islâmico. O homem, segundo seu advogado, foi obrigado a ficar nú durante um mês e foi várias vezes sodomizado por um militar. O porta-voz do Exército disse em uma declaração que o Exército não conhecia as acusações e que examinaria o processo quando o recebesse. "Nenhum cifra no mundo - disse Rich pelo rádio - poderá jamais compensar Dirani pelas terríveis humilhações sofridas durante a prisão". Dirani, ex-dirigente dos serviços secretos do movimento xiita Amal e líder do grupo conhecido como Resistência dos Fiéis foi sequestrado por um comando israelense no dia 21 de maio de 1994 na aldeia de Srenba, no vale libanês de Bekaa, em uma tentativa para ganhar a libertação de Ron Arad, um piloto da Força Aérea capturado no Líbano em 1986. Dirani afirma que depois de seu sequestro foi estuprado por um soldado trazido especialmente para o propósito, na presença de outros soldados. Depois, ele foi sodomizado com um cabo de vassoura pelo chefe de uma equipe de interrogadores, conhecido como "George", e sofreu hemorragias severas. Tomer Feffer, porta-voz do grupo israelense de defesa dos direitos humanos, Betselem, disse que sua organização sabia de alguns casos nos últimos 10 anos nos quais o Shin Bet e interrogantes do Exército atacavam sexualmente os prisioneiros , mas nunca um caso de estupro. Ao todo, 21 cidadãos libaneses estão presos em Israel há bastante tempo, como moeda de troca para uma eventual libertação de Arad. Cinco dos libaneses foram libertados em dezembro. A Corte do distrito de Tel Aviv ordenou duas vezes a libertação dos outros, mas o Estado apelou à Corte Suprema, que ainda não se pronunciou. Arad foi capturado vivo mas não se tem notícias dele há mais de uma década.

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