A Polícia Rodoviária Federal registrou o primeiro incidente ontem, em Curitiba, na greve dos caminhoneiros. Diretores da Associação Paranaense do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) tentaram impedir que um motorista deixasse o posto 100 da BR-116 e houve confusão. O vice-presidente do MUBC no Paraná, Plínio Dias, foi detido e levado à Polícia Federal sob acusação de agressão contra o motorista Volnei Ferreira, 35 anos, de Braço do Norte (Santa Catarina) e desacato à autoridade. Até o fechamento desta edição, ele permanecia na delegacia da PF prestando depoimento, mas a informação é de que ele deveria ser liberado ainda na noite de ontem.
O motorista Volnei Ferreira disse que por volta das 11 horas foi forçado a estacionar no pátio do posto e que em seguida pretendia voltar à estrada. Ele seguia pela BR-116. Organizadores da greve tentaram impedi-lo de voltar para a rodovia, ficando na frente do caminhão e entrando na cabine. Para evitar a depredação da carreta, policiais rodoviários intervieram. Plínio Dias foi preso por desacato à autoridade e por tentativa de agressão. O caminhão de Volnei Ferreira foi levado para o posto da Polícia Rodoviária em Mandirituba. Ele deveria prestar depoimento à Polícia Federal como testemunha.
O presidente do MUBC no Paraná, André Felisberto, disse que toda a confusão foi gerada porque o motorista estaria armado e os manifestantes tentaram tirar o revólver da mão dele. O inspetor Furtado, que estava no local, garantiu que não havia arma no caminhão. ‘‘Eles estão dizendo isso para tentar livrar o vice-presidente, mas não havia motivos para a agressão’’, disse o inspetor.
Segundo Felisberto, com a continuidade da greve os caminhoneiros vão ficar cada vez mais fora de controle. ‘‘Está terminando a comida e o pessoal que está nos postos de combustíveis não aceita os fura-greves’’, disse.(Colaborou Dimitri do Valle)

mockup