Agência Estado
Mais de 15 mil pessoas se manifestarão hoje em Porto Seguro contra a festa dos 500 anos do Brasil, em ato multipartidário, mas pacífico, confirmou ontem o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), José Dirceu. ‘‘Não vamos interferir na cerimônia oficial, como diz o governo. Por nossa parte não haverá enfrentamento. As manifestações fazem parte da democracia e o governo não pode impedir que nos expressemos livremente’’, explicou José Dirceu, argumentando que ato pacífico não quer absolutamente dizer ‘‘conciliador’’.
O presidente do PT classificou de ‘‘repressão típica de regimes ditatoriais’’ a presença do Exército em Porto Seguro e os agressivos controles e revistas policiais que sofrem os lavradores, negros, índios, passageiros de ônibus em geral e estudantes, organizações humanitárias e de representantes de outros movimentos procedentes de todo o País.
‘‘O governo brasileiro não ouve seu povo, é um país inacabado, onde reina a exclusão. Por isso, temos que fazer uma revolução social, democrática, como esta manifestação de repulsa que acontecerá, queira ou não o presidente Fernando Henrique Cardoso’’, acrescentou o líder da oposição, que não participará de nenhum ato oficial.

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