Líder do PPB nega que acordo envolva cargos na administração
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quarta-feira, 19 de maio de 1999
Por Flávio Mello 
São Paulo, 20 (AE) - O líder da bancada municipal do PPB
vereador Paulo Frange, negou hoje que o acordo político para evitar o início do processo de impeachment do prefeito Celso Pitta e a prorrogação da CPI dos Fiscais tenha envolvido cargos no governo municipal. "Todos esses comentários são falsos, improcedentes e uma tentativa de tentar desestabilizar o governo", afirmou Frange.
Nos últimos dias os comentários na Câmara de Vereadores eram de que o PTB e o PMDB poderiam vir a indicar secretários municipais. O presidente da Câmara, Armando Mellão (sem partido)
também poderia fazer uma indicação. Mellão, Bruno Féder (PTB) e Mílton Leite (PMDB) disseram que se trata de boatos, sem a menor procedência.
"Toda essa história tinha fundo político e interessava somente à oposição, portanto acho que o espírito de sobrevivência prevaleceu", disse o vereador Miguel Colasuonno (PPB).
CPI -- Frange argumentou que as acusações contra Pitta são infundadas e CPI dos Fiscais paralisou os trabalhos legislativos. "Desde que começaram os trabalhos os vereadores ficaram muito mais preocupados com os holofotes da imprensa do que em apresentar novidades."
O líder da bancada do PPB disse haver quase 30 dias de prazo, tempo para "trabalhar muito". "Sugeri um prazo intermediário, mas não aceitaram e, assim, prevaleceu a democracia: a vontade da maioria"


