O coordenador regional do MST, Valmir Sebastião, ao ser informado da milícia armada, não se surpreendeu. Ele calcula em pelo menos 150 os homens armados a mando dos fazendeiros no Pontal. ''Nós sempre denunciamos isso, mas parece que não levam a sério.'' Para Sebastião, isso tem dificultado as ações do movimento na região. ''Não temos feito ocupação por causa do risco, por não querer expor a vida das pessoas.''
O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, disse que a entidade não recomenda que os associados se armem ou contratem seguranças. ''Mas não tiro a razão de quem o faz, pois é o desespero de quem usa o último recurso.'' A tensão aumentou com o surgimento de novos acampamentos na região.

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