Londrina – Apontado pela polícia como um dos supostos líderes da organização criminosa que vem aterrorizando Santa Catarina, o traficante Davi Machado de Souza, o Curita, de 31 anos, está detido sob forte esquema de segurança em uma unidade prisional não divulgada do Paraná aguardando transferência para uma penitenciária do estado vizinho. Ele foi preso no final da tarde de segunda-feira na casa do sogro, na pequena cidade de Ouro Verde do Oeste, na região de Toledo.
O delegado chefe da 20ª Subdivisão Policial, Antonio Donizete Botelho, afirmou que Curita não estava armado, não portava drogas e se deslocava com o carro pertencente ao pai da sua esposa. "A casa em que ele estava hospedado também era bem simples. Ele tomou precauções para que não fosse identificado", afirmou.
Curita não reagiu a prisão. De acordo com policiais, negou com veemência a suspeita de que comandava do território paranaense os ataques do Primeiro Grupo Catarinense (PGC), que em duas ondas de atentados – a primeira ocorreu em novembro - atingiram 177 alvos, destruíram 75 ônibus e 46 carros. Ele disse que estava morando em Toledo e trabalhando como pedreiro.
A Polícia Civil informou que não há notícias de que outros membros do PGC estejam se refugiando no Paraná. Em Santa Catarina, o delegado da Divisão de Repressão a Entorpecentes, Ronnie Esteves, de Blumenau, declarou à imprensa local que a prisão foi feita com orientações dos investigadores catarinenses. Segundo ele, Curita esteve preso até o final do ano passado e passou a ser monitorado desde então.

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