Brasília, 05 (AE) - O presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro, Nélio Botelho, disse hoje que há risco de uma nova greve, caso não se chegue a um acordo com o governo com relação a "pontos básicos" reivindicados pelo setor, até o próximo dia 29. Entre eles, Botelho cita tarifas mais baixas para os pedágios, a adoção de uma tabela para cobrança de fretes
mudanças nas regras para pesagem de carga, um sistema de comunicação por rádio que aumente a segurança do caminhoneiro e a regulamentação da profissão.
"Estamos numa negociação séria e estamos confiantes em que sairemos vitoriosos", afirmou Botelho, após reunir-se com o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha. "Mas se isso não ocorrer, há perfeitamente a possibilidade de uma nova greve." O líder dos caminhoneiros sustentou que o atendimento a essas reivindicações são vitais para a sobrevivência dos trabalhadores do setor.
Hoje Botelho esteve com Padilha para mais uma negociação em torno da pauta de reivindicações que está sendo discutida desde a paralisação de julho último. Foi a segunda reunião para tratar do assunto, e um novo encontro está marcado para o próximo dia 14.
Ele apresentou uma proposta de planilha de preços para os fretes de transporte rodoviário que, se aceita, representará um aumento médio de 35% sobre os preços cobrados atualmente. "Não será uma tabela oficial", afirmou. "Queremos que ela seja reconhecida pelas confederações e pelo governo, e aí veremos o que fazer", disse. Ele explicou que as empresas do setor de transporte são contra a elaboração da tabela.
Outro ponto discutido hoje foi a regra para pesagem da carga. Segundo Botelho, houve uma vitória dos caminhoneiros, pois o governo concordou em alterar a regra da pesagem da carga. Atualmente, multas são aplicadas caso o peso exceda o limite sobre cada eixo do caminhão. A proposta dos caminhoneiros, aceita pelo governo, foi de que seja considerado o peso bruto da carga. "Às vezes, a multa acabava sendo aplicada porque a carga estava mal distribuída na carroceria", explicou Botelho.
O governo concordou, além disso, em fazer o controle do peso da carga dos caminhões somente nas balanças, e não mais a partir das notas fiscais. "Isso eliminará muita corrupção que hoje há por aí", afirmou o líder dos caminhoneiros. Ele disse que as mudanças dependem da elaboração de uma portaria do Denatran.
Foi discutida, ainda, a possibilidade de isentar os caminhões do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). "Queremos o mesmo tratamento dado aos taxistas", explicou Botelho. Não houve nenhuma decisão mas, segundo ele, há boas indicações de que a medida será adotada. (fim). (CAMINHÃO/GREVE) TEXTO SEM REVISÃO LU AIKO OTTA BRASÍLIA - O presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro, Nélio Botelho
disse ontem que há risco de uma nova greve, caso não se chegue a um acordo com o governo com relação a "pontos básicos" reivindicados pelo setor, até o próximo dia 29. Entre eles, Botelho cita tarifas mais baixas para os pedágios, a adoção de uma tabela para cobrança de fretes, mudanças nas regras para pesagem de carga, um sistema de comunicação por rádio que aumente a segurança do caminhoneiro e a regulamentação da profissão. "Estamos numa negociação séria e estamos confiantes em que sairemos vitoriosos", afirmou Botelho, após reunir-se com o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha. "Mas, se isso não ocorrer, há perfeitamente a possibilidade de uma nova greve." O líder dos caminhoneiros sustentou que o atendimento a essas reivindicações são vitais para a sobrevivência dos trabalhadores do setor. Ontem, Botelho esteve com Padilha para mais uma negociação em torno da pauta de reivindicações que está sendo discutida desde a paralisação de julho último. Foi a segunda reunião para tratar do assunto, e um novo encontro está marcado para o próximo dia 14. Ele apresentou uma proposta de planilha de preços para os fretes de transporte rodoviário que, se aceita, representará um aumento médio de 35% sobre os preços cobrados atualmente. "Não será uma tabela oficial", afirmou. "Queremos que ela seja reconhecida pelas confederações e pelo governo, e aí veremos o que fazer", disse. Ele explicou que as empresas do setor de transporte são contra a elaboração da tabela. Outro ponto discutido ontem foi a regra para pesagem da carga. Segundo Botelho, houve uma vitória dos caminhoneiros, pois o governo concordou em alterar a regra da pesagem da carga. Atualmente, multas são aplicadas caso o peso exceda o limite sobre cada eixo do caminhão. A proposta dos caminhoneiros, aceita pelo governo, foi de que seja considerado o peso bruto da carga. "Às vezes, a multa acabava sendo aplicada porque a carga estava mal distribuída na carroceria", explicou Botelho. O governo concordou, além disso, em fazer o controle do peso da carga dos caminhões somente nas balanças, e não mais a partir das notas fiscais. "Isso eliminará muita corrupção que hoje há por aí", afirmou o líder dos caminhoneiros. Ele disse que as mudanças dependem da elaboração de uma portaria do Denatran. Foi discutida, ainda, a possibilidade de isentar os caminhões do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). "Queremos o mesmo tratamento dado aos taxistas", explicou Botelho. Não houve nenhuma decisão mas, segundo ele, há boas indicações de que a medida será adotada. (fim).

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