Líder de ambulantes diz que cobrança de propina continua
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terça-feira, 07 de dezembro de 1999
Por Luciana Garbin e Gabriela Carelli 
São Paulo, 07 (AE) -A retirada dos camelôs da Rua 25 de Março hoje foi acompanhada por várias denúncias de corrupção. Sindicalistas afirmam que a cobrança de propina continua em toda a cidade. "A máfia dos fiscais não acabou", disse o diretor do Sindicato da Economia Informal Marco Antônio Maldonado. "Depois de um ano das primeiras denúncias, eles mudaram a forma de agir e se profissionalizaram; agora, em alguns lugares, em vez de passar coletando dinheiro, utilizam ambulantes para fazer o trabalho sujo."
O sindicalista prometeu apresentar provas ao Ministério Público de que fiscais da Administração Regional da Sé continuam extorquindo dinheiro de camelôs. Segundo ele, a propina varia de R$ 30,00 a R$ 600,00.
Hoje Maldonado exibia a cópia de um comunicado da Regional de São Miguel Paulista, assinada pelo administrador Rubens Rubio. O documento diz que a regional tomou conhecimento da denúncia de que estavam sendo vendidos pontos para o comércio ambulante na região. Rubio diz ter informado a Polícia Civil há alguns dias, mas os policiais não detectaram irregularidades. "Estamos atentos e fazendo reuniões periódicas com promotores e ambulantes para que não haja problemas."
Tuma - O delegado responsável pela investigação da máfia dos fiscais, Romeu Tuma Júnior, disse que espera as denúncias para agir. "Se alguém nos trouxer novas acusações vamos abrir inquérito para apurá-las."
A Secretaria das Administrações Regionais, por meio de sua Assessoria de Imprensa, afirmou que aguarda o envio da relação de funcionários supostamente responsáveis pela cobrança de propina. A secretaria garantiu que afastará os servidores envolvidos e tomará as providências pertinentes.


