O presidente da União Democrática Ruralista (UDR) do noroeste do Paraná, Marcos Menezes Prochet, foi denunciado pelo Ministério Público como o autor da morte do sem-terra Sebastião Camargo Filho, em 1998, no município de Marilena (79 km a noroeste de Paranavaí).
Camargo Filho foi morto em 7 de fevereiro de 1998, depois que um grupo de 30 homens encapuzados desocuparam, à força, a fazenda Santo Ângelo, ocupada por 40 famílias sem-terra. Além de Prochet, foram denunciados como co-autores do crime Osnir Sanches, Augusto Barbosa da Costa e Tiessin Tina, proprietário da fazenda Boa Sorte, também desocupada no mesmo dia.
Ontem, por meio de sua assessoria de imprensa, Marcos Prochet disse que não recebeu nenhum intimação sobre a denúncia e que iria orientar seu advogado a negociar, junto ao juiz Frederico Mendes Júnior, de Nova Londrina, seu comparecimento para interrogatório.
Os outros acusados já ofereceram sua defesa prévia ao juiz. Prochet, que deveria ser ouvido por carta precatória em Londrina, não foi encontrado por oficiais de Justiça para interrogatório em 29 de maio.
Além do processo na Justiça brasileira, a morte do sem-terra Sebastião Camargo Filho é motivo de processo na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, organismo da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Na OEA, o governo do Paraná é acusado de violação dos direitos humanos. A Comissão Interamericana acusa o governo paranaense de omissão na apuração da morte do sem-terra. O governo do Paraná alega que o caso está na esfera do poder Judiciário.

mockup