Maringá - O presidente da UDR, Marcos Prochet, que desde quinta-feira está na área da Fazenda Pitanga, disse que a operação para reintegração foi uma ''vergonha'' e que a imprensa está sendo utilizada pelo Governo do Estado para evitar as desocupações. ''Se a imprensa não estivesse hoje (ontem) aqui, a polícia já teria resolvido a situação e retirado todos os sem-terra'', alegou.
Prochet afirmou ainda que o assentado se feriu com ''fogo próprio'' e que é um absurdo a imprensa e a polícia ''darem ouvidos'' às reclamações do MST. O líder ruralista considera que os fazendeiros devem responder ''com a mesma força com que são tratados pelos invasores''. ''Isto está no Código Civil para a defesa de propriedade'', justificou Prochet.
O líder ruralista também ficou revoltado com o mandado de busca e apreensão contra a Fazenda Roma. ''A polícia deveria fazer buscas no acampamento dos sem-terra e não na fazenda.''. Ele afirmou que ficou com vontade de impedir a entrada dos policiais na Roma. ''Se eu ficasse em frente da porteira com certeza, comigo, não teria nenhum tipo de negociação igual a feita com os sem-terra'', disse. Durante as negociações para a reintegração, a polícia impediu a presença do líder ruralista por temer reações contrárias do MST. Prochet acompanhou a transferência dos sem-terra da estrada.

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