O líder do MST no Paraná, Roberto Baggio, alertou durante a manifestação de ontem que 36 famílias que estão vivendo em um ginásio em Espigão Alto, no Sudoeste do Estado, começam a enfrentar dificuldades. As famílias foram retiradas de terras que invadiram há 14 anos, na Fazendo Solidor, em Quedas do Iguaçu – também na região Oeste. ‘‘Das 186 pessoas que estavam lá, 64 eram crianças e jovens que precisaram largar os estudos. Todos dependiam da distribuição de cestas básicas para sobreviver’’, disse. Os sem-terra começaram a ser transferidos ontem para uma área no município de Quinta do Sol (próximo a Cascavel).
Durante os discursos na Boca Maldita, o vereador Paulo Salamuni (PMDB) afirmou que, se fosse prefeito de Curitiba por um dia, iria determinar que as cercas instaladas na Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico, fossem arrancadas. As cercas foram colocadas após a retirada de famílias do MST que acamparam em frente ao Palácio Iguaçu por quase seis meses no ano passado.
Rogério Mauro, coordenador estadual do MST, disse que o governo do Estado ‘‘não tinha moral para perseguir movimentos sociais’’. Um grupo de Hip-Hop se apresentou com letras críticas ao governador Jaime Lerner e ao presidente FHC.(M.M. e D.V.)

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