Licitação para satélite tem três candidatos estrangeiros
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terça-feira, 09 de fevereiro de 1999
Por Gustavo Paul 
Brasília, 09 (AE) - Três empresas estrangeiras apresentaram hoje propostas para a primeira licitação para exploração de satélite por uma empresa privada no Brasil. Participam da concorrência a Loral Skynet do Brasil, ligada à Loral, fabricante norteamericana de equipamentos aeroespaciais e de defesa, a Telesat Canadá e a America Star Telecomunicações, do grupo francês Alcatel Spacecom.
As empresas poderão lançar até dois satélites privados para serem usados em serviços de telecomunicações. Atualmente, apenas a Embratel, comprada em julho pela norteamericana MCI, explora os cinco satélites brasileiros.
Antes da privatização da Telebrás, a Telemat (do Mato Grosso do Sul), ligada à Tele Centro Sul e a Telamazon (do Amazonas), da Tele Norte Leste, também ganharam do Ministério o direito a explorar um satélite brasileiro, mas ainda não iniciaram os investimentos para o lançamento.
Com a licitação, uma nova empresa privada vai explorar satélite no País, alugando sua capacidade de transmissão de telecomunicações (telefonia, transmissão de dados, TV por assinatura e até meteorologia) para outras empresas.
O preço mínimo por posição orbital, estabelecido no edital, é de R$ 1,85 milhões. Se a vencedora da licitação escolher operar dois satélites, o preço mínimo passa para R$ 3,7 milhões. Vencerá a licitação quem oferecer o maior preço individual por posição orbital, cujas propostas serão abertas dia 16 de março.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pretendia licitar inicialmente três direitos de exploração de satélites para empresas privadas, que significaria a ocupação de seis posições orbitais. Segundo o vice-presidente da agência, Luiz Francisco Perrone, a agência decidiu aguardar o resultado do leilão das empresas-espelho de telecomunicações para examinar a possibilidade de licitar estas posições orbitais. "Pode ser que apareçam mais empresas interessadas depois", explicou.
A agência estima que os investimentos para construção e lançamento de um satélite alcancem entre US$ 150 milhões e US$ 300 milhões, dependendo das dimensões do equipamento. O retorno financeiro, porém, é considerado certo.
A Embratel aluga cada transponder (repetidor) de seus satélites por cerca de US$ 2 milhões ao ano. O investimento pode ser pago em dois a três anos, segundo especialistas.


