Licitação do transporte coletivo de Londrina será retomada nesta sexta
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 

O prefeito Marcelo Belinati (PP) confirmou na manhã desta sexta-feira (11) que a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) retoma hoje a licitação para concessão do transporte coletivo municipal. O certame foi suspenso pelo TC (Tribunal de Contas) do Estado do Paraná a pedido da TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), mas a decisão foi derrubada por liminar concedida à administração municipal na quinta-feira (10) pela 2ª Vara da Fazenda Pública de Londrina.
A concorrência segue paralela ao contrato temporário com as atuais concessionárias, com vigência de até seis meses. "Ou até que se conclua a licitação. O processo de renovação é muito claro", explicou o prefeito. O certame foi suspenso em dezembro de 2018, a nove dias do prazo para as concorrentes entregarem seus envelopes de propostas. TCGL e Londrisul se recusaram a participar da licitação.
Belinati confirmou a retomada do processo de concessão durante coletiva de imprensa no Codel (Instituto de Desenvolvimento de Londrina). Ele voltou a dizer que é a primeira licitação para concessão do transporte coletivo da história do município - "há quinze anos, teve apenas uma empresa concorrendo, isso não é licitação", declarou aos jornalistas - e diz que a concorrência vai permitir serviços melhores a preços mais baixos.
O prefeito afirmou que a concorrência vai permitir melhorias no serviço sem onerar o valor da passagem. "Eles prestam um bom trabalho, mas o contrato está errado. Eu poderia, numa canetada, renovar o contrato de R$ 2,3 bilhões por mais 15 anos, mas preferi colocar o dedo na ferida e corrigir as incongruências no contrato", disse.
A não renovação foi sugerida por um grupo de trabalho formado por servidores e por órgãos de fora da prefeitura, que criticaram a margem de lucro contratual, considerada alta. " [Decidi] abrir concorrência com o objetivo de reduzir a margem de lucro das empresas e, com isso, reinvestir esses recursos [oriundos das tarifas] no próprio sistema, melhorando a qualidade do serviço prestado, e buscando a redução da tarifa", disse Belinati.


